Foto: Reuters / Sérgio Moraes
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domingo, 4 de julho de 2010

Centro de identificação é o mais avançado do mundo

Natàlia Rodríguez - O Estado de S.Paulo

A experiência acumulada pela Comissão Internacional de Pessoas Desaparecidas (ICMP) na cidade de Tuzla faz dela o centro de identificação mais avançado do mundo.

Países como o Chile enviaram ao centro seu banco de dados de DNA para a identificação das vítimas da ditadura, e governos como os da Tailândia e da Indonésia recorrem ao laboratório para a identificação das vítimas do tsunami.

Aos poucos, esta cidade converte-se num segredo conhecido por todos.

Os governos de vários países do mundo financiam os esforços da ICMP.

Sérvios, holandeses, americanos, espanhóis. Todos compreendem a necessidade das mães de Srebrenica e, por extensão, a de qualquer parente que tenha visto seus entes queridos desaparecendo em meio ao ódio de seus vizinhos, de uma ditadura ou em meio a uma onda gigantesca.

Como dizia a própria Antígona, todos os mortos têm o direito de ser enterrados. Um dos direitos humanos, tão humano quando o direito à vida, é o direito a uma sepultura.

Fonte: Estadão

México compartilhará plataforma de inteligência com América Latina e Caribe

Governo diz que medida aumentará eficácia do combate ao crime organizado

Efe

O México compartilhará sua modernizada plataforma de informação policial com as nações da América Latina e do Caribe, como foi acertado na 5ª Cúpula de Inteligência Policial da região, informou neste sábado, 3, a Secretaria de Segurança Pública do país.

A Plataforma México, apresentada em novembro do ano passado, é uma base de dados que, entre outras coisas, abriga o Sistema Único de Informação Criminal para todo o país. Nela se encontram os registros nacionais de policiais, presos, automóveis, ordens de detenção e busca, assim como fichas criminais de todo o país.

A colaboração permitirá lutar contra o crime organizado na região com mais eficácia, levando em conta o fato de que os poderosos cartéis mexicanos experimentaram nos últimos anos uma expansão pela região.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Polícia e Guarda Municipal estudam usar arma não letal

Secretaria de Estado de Defesa Social e Guarda Municipal de BH estudam adoção de equipamentos para vigilância que imobilizam suspeito, como o spray de pimenta e o revólver de choque, apesar de alerta de médicos e especialistas


Pedro Rocha Franco - Estado de Minas


Sob a mira de uma faca, um sequestrador mantém uma mulher como refém. Horas a finco de negociação com especialistas mais experientes não surtem efeito. Atiradores de elite estão posicionados para executar o criminoso com um tiro de precisão, mas, como as forças de segurança trabalham na tentativa de manter todos os personagens vivos, a decisão é por invadir o apartamento e tentar a libertação. Sem sangue. Mas há um impasse: como retirar com vida da cena do crime os dois envolvidos? A cena narrada se passou no interior do Rio de Janeiro e a solução do grupo de inteligência da Polícia Militar foi o uso de um revólver de choque – conhecido como taser – para evitar uma tragédia. Distante cerca de 10 metros, o policial disparou um dardo energizado, capaz de imobilizar o alvo, deixando-o sem ação até ser feita a prisão. Nos últimos anos, para reduzir a letalidade na ação policial no Brasil, recorreu-se ao uso de tecnologias não letais e Minas adere ao modelo de armamento nos próximos meses: a Guarda Municipal e a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) projetam o uso de dois exemplares – spray de pimenta e taser.


Em 2007 e 2008, 125 civis morreram no estado em confronto com policiais, de acordo com o estudo da Seds “Letalidade no sistema de defesa social de Minas”. Além disso, mais de 230 civis ficaram feridos. O levantamento aponta que os números vêm caindo, mas ainda são bastante significativos com uma morte a cada cinco dias, o que poderia diminuir ainda mais, com a adoção das novas armas. A proposta da Seds para o uso do taser é que o agente de segurança tenha a opção de um armamento intermediário, entre o cassetete e a pistola calibre 40. Podendo ser usado em casos de proximidade entre policiais e criminosos, o aparelho permitiria a detenção imediata do suspeito em caso de resistência. Atualmente, a única força de Minas a usar o taser é o Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar.

Ao se aproximar do criminoso, o policial dispara o revólver, que lança dardos energizantes responsáveis por descargas elétricas no organismo da pessoa. Sem reações, é possível algemá-la e prendê-la, sem a necessidade de ferimentos mais graves – apesar de médicos e especialistas em segurança criticarem a adoção dos choques.

O uso dos aparelhos de choque por parte das forças de segurança pública brasileiras teve início em meados da última década. Na tentativa de diminuir a letalidade policial, principalmente das PMs, responsáveis pelo cerco ostensivo, a adoção dessas armas passou a ser incentivada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) – braço do Ministério da Justiça. Caso emblemático é o da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Muitas vezes criticada pelo abuso de forças, a corporação adotou o equipamento em ações estratégicas.

Em território fluminense, a tecnologia não letal é usada com frequência e é meta oferecer treinamento especial para toda a tropa convencional. Segundo o porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, capitão Ivan Blaz, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e a Tropa de Choque usam tanto gás de pimenta quanto o aparelho de choque. “As armas não letais, entre outras situações, são indicadas para uso em resgate de reféns e para dispersar multidões”, explica o militar. “A ação rápida e o efeito imediato possibilitam que, momentaneamente, uma pessoa em atitude marginal seja incapacitada”.

Projeto prevê R$ 2,5 milhões

No ano passado, a Secretaria Municipal de Segurança Patrimonial e Urbana de Belo Horizonte encaminhou projeto à Senasp para a compra de equipamentos de tecnologia não letal. A proposta é que sejam adquiridos 650 tasers, além de munição e sprays de pimenta. Ao todo, devem ser investidos R$ 2,55 milhões – R$ 260 mil em sprays de pimenta; R$ 540 mil em munição e R$ 1,75 milhão em armas. Simultaneamente, a pasta tenta preencher todos os requisitos necessários para que os guardas possam ser dotados de revólveres.

A ideia é que todos os agentes, em serviço, estejam armados na capital, seja com arma de fogo ou com a não letal. Um estudo que deve ficar pronto em agosto vai definir quais modelos serão adotados por cada unidade. “Os parques têm grande vulnerabilidade e é certo que lá os guardas usarão revólveres. Já as escolas têm público diferenciado e a escolha é pelos equipamentos não letais. Mas, na calada da noite, se for um ponto sensível, o guarda pode estar com uma arma de fogo. Inclusive, os agentes devem adotar os dois tipos de equipamento”, explica o comandante da Guarda Municipal, coronel Ricardo Belioni, ressaltando que a compra das armas não letais deve ser imediata.

A adesão de guardas municipais ao uso de aparelhos de choque é alvo de críticas por parte de especialistas no assunto. Criada, no entanto, somente para atuar na proteção do patrimônio público, especialista em segurança pública discorda do uso não só de equipamentos não letais, como também das armas de fogo. Segundo o pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG) Róbson Sávio, por não ter caráter de polícia ostensiva, a corporação deveria continuar desarmada, exceção para agentes especiais. “O taser é um tipo de armamento que deveria ser exclusivo de algum grupamento especializado até a chegada da PM. É preciso treinamento contínuo e a compreensão que o armamento tem que ser usado em caráter especial e não responder em todas as situações”, diz.

Fonte: Portal Uai

domingo, 9 de maio de 2010

Mapping Crime of Metropolitan Police - A razão de ser de uma das melhores polícias do mundo


Devido à minha natural curiosidade relativamente a tudo o que se insira na constelação da segurança, visito com frequência os sites de outras forças e serviços de segurança a nível internacional. Numa das minhas últimas incursões “aterrei” na “Metropolitan Police”[1], tendo ficado surpreendido, pela positiva, com o facto desta polícia inglesa ter online uma aplicação informática denominada “mapping crime”, a qual transmite ao cidadão comum uma panorâmica da criminalidade na cidade de Londres, atribuindo cores à malha territorial consoante o tipo e o nível de criminalidade que se vão fazendo sentir.

Mas, acima de tudo, esta aplicação é um excelente auxiliar do trabalho policial[2], podendo servir para direccionar as forças no terreno à medida que as ocorrências vão surgindo, levando à adopção das modalidades de acção mais adequadas para satisfazer uma das necessidades mais importantes do cidadão: a segurança.

Através deste mapeamento informático do crime, tem-se acesso a uma multiplicidade de dados, tais como:

a) A localização;

b) A tipologia criminal;

c) O padrão;

d) A distância; e

e) A direcção.

Em Portugal, tanto quanto sei, no âmbito das medidas que já foram tomadas, e daquelas que se prevêem vir a ser tomadas no domínio da segurança interna, nada consta relativamente a esta ferramenta electrónica, a qual conjugada com outros equipamentos como o GPS, e com as bases de dados disponíveis permitiria às forças e serviços de segurança prestar um serviço de maior qualidade, tanto ao nível preventivo como repressivo.

Túlio Hostílio


[1] Disponível em http://maps.met.police.uk/.

[2] Para maiores desenvolvimentos: http://www.ncjrs.gov/pdffiles1/nij/209393.pdf .

Fonte: Blog português "A Toca do Túlio"
http://tuliohostilio.wordpress.com/2010/05/07/mapping-crime/

terça-feira, 4 de maio de 2010

Qual a sua opinião sobre o "Offender Locator"? O que você acha sobre identificar a residência de criminosos sexuais por GPS?




Há poucos dias, aguardando o início da aula do prof. Juarez Tavares, minha amiga Gisela França chamou-me a atenção para um aplicativo que havia em seu iPhone, trata-se do Offender Locator.

Funciona assim: você escolhe qualquer localidade no território dos EUA e então o programa simplesmente te fornece no mapa a localização das residências dos criminosos sexuais mais próximos, ou melhor (pior...), de todas as pessoas que possuem passagem na polícia americana sob acusação de crime sexual.

Não sendo o bastante, o programa fornece nome completo, data de nascimento, peso, altura, raça, cor do cabelo, cor dos olhos e o crime pelo qual ele possui passagem na polícia. Há ainda no aplicativo um alerta que é enviado ao usuário automaticamente quando um criminoso muda para a sua proximidade.

O aplicativo produzido pela empresa ThinAir, que possui uma versão gratuita e uma versão de $ 1.99, está disponível no mercado desde junho de 2009, sendo grande sucesso nos EUA.
Para quem ainda não está acreditando, veja com seus próprios olhos a oferta no site da Apple - clique aqui.

Para acessar o site do aplicativo Offender Locator, clique aqui.

Há ainda uma versão online, que pode ser acessada gratuitamente de qualquer computador, clique aqui.

Comentário:
O aplicativo é um absurdo total. Um flagrante abuso dos direitos humanos e uma afronta à dignidade de todas as pessoas localizadas no famigerado mapa.

Vejam, o programa indica todos que possuem qualquer registro de passagem na polícia sob acusação de crime sexual, mesmo que sem condenação judicial. Mas, mesmo que todos estes tivessem condenação criminal transitada em julgado, eu seria totalmente contrário ao aplicativo.

Trata-se, evidentemente, mais uma vez, de empresas norte-americanas ganhando rios de dinheiro com a exploração do medo. No próprio site de venda é possível encontrar as seguintes frases que tentam te convencer a comprar:

- Existem aproximadamente 600.000 criminosos sexuais registrados nos EUA. Há dezenas de milhares que ainda estão para ser descobertos.
- A chance do seu filho ter contato com um predador sexual é de 1 para 3.
- Há registro de mais de 2000 crianças perdidas todos os dias.
- Um típico criminoso sexual de criança molesta cerca de 117 crianças.
É ou não é um absurdo?! Que o Brasil não permita isso em nosso território.

Fonte: Blog C4 - Ciências Criminais