Foto: Reuters / Sérgio Moraes
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sábado, 15 de maio de 2010

VEM AÍ UM GOLPE NA TROPA - A TRAGÉDIA DE 1997 PODE SE REPETIR



Lembram da greve de 1997? Além dos problemas estruturais, o aumento diferenciado dado aos oficiais foi o estopim para a greve de 1997. A Desculpa usada na época para deixar a tropa a mercê da miséria foi a manutenção da paridade salarial entre delegados e oficiais.





O FILME VOLTA A SE REPETIR.



Os Delegados de Polícia conseguiram a equiparação para todos os efeitos (inclusive salarial) com os demais detentores de Carreira Jurídica do Estado. Na prática terão uma equiparação aos Defensores Públicos cujo salário inicial é de R$12.000,00.

O Comando da PM para manter a paridade salarial com os delegados mandou proposta de Lei para a Assembléia Legislativa criando a Carreira Jurídica para os oficiais.


COM ISSO OS OFICIAIS E DELEGADOS PODERÃO TER UM AUMENTO SALARIAL DE ATÉ 300%.

Até aí, louvável a busca salarial.

O problema é o golpe a tropa que está por detrás dessa "estratégia".

A proposta é que a carreira de oficial seja reconhecida como "carreira jurídica" assim como os delegados.

Seria exigido para o ingresso no CFO (IMEDIATAMENTE) o curso superior de direito e para o CTSP será exigido curso superior daqui a 5 (cinco) anos podendo a exigência ser prorrogada para mais 5 anos, ou seja, a regra pode ser aplicada daqui a 10 anos.

OS DELEGADOS E OFICIAIS PODEM TER UM AUMENTO SALARIAL DE ATÉ 300% IMEDIATAMENTE.




E AS PRAÇAS????


Lembrem de 1997, se houver outro aumento salarial diferenciado pode haver uma nova tragédia. A História parece que está prestes a se repetir.

Estamos atentos.


NÃO VAMOS ACEITAR AUMENTO DIFERENCIADO PARA A NOSSA CLASSE. NÃO VAMOS ACEITAR GOLPE. NÃO TENTEM NOS ENGANAR.


Que seja estabelecido a mesma regra de transição para o ingresso no CFO, ou seja, exigência de curso de direito daqui a 5 anos no mesmo modo que o nível superior para soldados PM/BM.


Isto é uma questão de isonomia e justiça.

Postado por BLOG OFICIAL DO CABO JÚLIO
 
http://blogdocabojulio.blogspot.com/2010/05/vem-ai-um-golpe-na-tropa-tragedia-de.html 

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Comentário por André Silva: Sobre o ataque aos policiais da Bahia

Depois da polícia do Estado de São Paulo sofrer baixas, agora foi a polícia do Estado da Bahia que está sob os ataques de criminosos. Ataques a policiais em serviço, ordens possivelmente dadas de criminosos presos em penintenciárias e ônibus queimados são mais do que ataques, são frutos da impunidade e da ineficiência do Estado em punir e se fazer respeitado.
Não é de se estranhar que a ousadia desses criminosos, mais uma vez, chegasse ao ponto de repetir essa tragédia. Se o Estado e seus governantes estivessem agido eficientemente em resposta os ataques à policiais em São Paulo, essa nova agressão talvez pudesse ter sido evitada na Bahia.
Se o Estado agisse com eficiência no combate e controle da criminalidade, se as leis realmente fossem respeitadas e punissem quem as desrespeitassem, crianças não seriam arrastadas em carros pelo asfalto, policiais despreparados e sem condições dignas de trabalharem e viverem não cometeria erros letais, o índice de homicídio não estaria aumentando entre os jovens brasileiros.
Quando bandidos administram seus negócios ilegais de dentro das cadeias por meio da corrupção, como é costumeiramente veiculado pela mídia, queimam ônibus aterrorizando e fazendo a sociedade refém do medo e da insegurança e atacam a força policial é necessário questionar quem possui o controle da situação. Se é o poder público, porque então essa quadro ainda faz parte da realidade brasileira? Se é o comando do crime, aonde está a fraqueza do Estado?
Por André Silva

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Comentário por André Silva: descriminalização das drogas

Criminalizar ou descriminalizar o consumo de drogas? Transeferir para a esfera da saúde pública ou manter na área do direto penal o consumo de drogas? Legalizar ou não legalizar a venda de drogas ilicitas?
O tráfico de drogas é um mal avassalador que ceifa vidas cada vez mais jovens, em especial nas periferias aonde o Estado só se faz presente por meio da ação policial. O consumo alimenta essa indústria altamente lucrativa, globalizada e cruelmente letal. O combate, enfrentamento, repressão tem se tornardo uma enfadonha e contraprodutiva atividade. Em Portugal a esperiência de descrminalizar o consumo de drogas parace ter surtido algum efeito positivo, será que na Colômbia, país líder e tradicional na produção de cocaína, também surtirá efeitos positivos?
Deve-se questionar quem irá pagar a conta dessa política de descriminalização. O ex-presitende do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, disse que o combate às drogas fracassou. Quem está pagando a conta por esse fracasso? Cadeias superlotadas, enfrentamentos em áreas de risco vitimando cidadãos comuns, policiais e criminosos, viciados cometendo outros delitos para sustentar seu vício e os altos investimentos sem retorno concreto em segurança pública para se tentar eliminar a circulação das drogas são consequência desse fracasso que no final da linha sacrifica e vitima a sociedade.
E quanto a descriminalização? Será que haverá investimento considerável na prevenção? Será que o SUS suportará essa nova demanda de viciados? Será que o morador da favela terá acesso à alguma clínia que reabilitação? Ou será que teremos espaços específicos para viciados consumirem suas drogas? Ou será que esses viciados se tornarão um novo nicho de mercado para a lógica capitalista com a oferta se seringas personalizadas, kit heroína, pacotes turísticos para viciados?
São questões que devem ser consideradas. A criminalidade cada vez mais crescente no Brasil exige ações rápidas, inteligentes e vigorosas por parte dos gestores e governantes. A complexidade dos problemas de segurança pública nem sempre viabiliza uma ação rápida sob pena de se enquadrar na ineficiência. No entanto tal complexidade não justifica o perigo da omissão.
Por André Silva